19/1/2010 - 9h28m
Nefrolitíase: diagnóstico da pedra do rim
A prevalência de nefrolitíase é de 2-3% com incidência em países industrializados de 0,5 – 1% ao ano. A probabilidade de um homem branco desenvolver cálculo até os 70 anos é de 1:8. Apresenta alta taxa de recidiva, podendo chegar a 80% ao longo da vida e sendo de até 50% em cinco anos. Pacientes com litíase assintomática tornam-se sintomáticos em 50% dos casos em cinco anos. Medidas preventivas vêm sendo discutidas com a intenção de diminuir a taxa de recidiva e perda da função renal.
O tratamento das litíases urinárias depende do tamanho, localização e composição dos cálculos e podem adquirir caráter de urgência/emergência ou constituir um procedimento eletivo. As opções de intervenções: tratamento endourológico, nefrostolitotomia percutânea e o tratamento cirúrgico. O diagnóstico inicial de nefrolitíase usualmente é realizado por radiografia simples e pela ultrassonografia (US) para a avaliação do trato urinário superior e, atualmente tem-se empregado a tomografia computadorizada (TC) sem contraste em pacientes na urgência da cólica renal. Em grande parte dos centros de urologia, a urografia intravenosa é realizada como parte do preparo para a realização de litotripsia auxiliando a determinar a morfologia renal e localização do cálculo, avaliar obstrução distal e fornecer parâmetro da função renal.
O sucesso da litotripsia e a ausência de cálculos em pacientes que realizaram a urografia intravenosa é de 81,6% e 65,5% (p=0,12) e nos pacientes que não realizam a urografia intravenosa de 77,4% e 63,3% (p=0,103), respectivamente, com taxa de complicações não relevantes. Assim, a realização de urografia intravenosa não é necessária para o tratamento com litotripsia em pacientes com diagnóstico por radiografia e com US de vias urinárias com ausência ou hidronefrose discreta, diminuindo os custos, não havendo exposição ao contraste e à radiação.
Recomendação: Em pacientes com cálculos renais diagnosticados por radiografia simples e US, a urografia não precisa ser realizada desde que não exista hidronefrose moderada ou grave. M.Dhare colaborador urologistas da Universidade de Western Ontário, Canadá afirmam que a imagem tem um papel fundamental no diagnóstico, gestão e acompanhamento de pacientes com pedra nos rins. Uma variedade de métodos de imagem estão disponíveis, incluindo a radiografia convencional simples, urografia excretora , ultra-som , urografia por ressonância magnética e tomografia computadorizada , cada um com suas vantagens e limitações. Tradicionalmente, urografia excretora foi considerada o padrão-ouro para diagnóstico de cálculo renal, mas essa modalidade tem sido largamente substituída pela Tomografia Computorizada sem contraste usado na maioria dos centros. Pós diagnóstico de imagens de pacientes é recomendada para garantir a completa fragmentação e remoção de pedras. A radiografia simples é usada para o seguimento de cálculos radiopacos. Pacientes assintomáticos com pedras deve-se fazer uma abordagem de observação. Determinar a composição do cálculo in vivo. Isso pode ter um impacto significativo sobre a futura gestão clínica do cálculo renal, facilitando a escolha da intervenção cirúrgica mais adequada com base na composição do cálculo.
Fonte :: Adv Chronic Kidney Dis. 2010 Jan; 16 (1) :39-47.