10/2/2010 - 9h18m
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é uma doença relacionada a elevados índices de hospitalização, incapacitação e morte prematura. A ausência de tratamento no atendimento dos Postos de Saúde e Atendimento Básico gera uma massa de pacientes em estado grave que poderiam ter suas doenças atenuadas e controladas.
Cerca de 7 milhões de brasileiros são portadores da DPOC, classificada como a 6ª causa de óbito no mundo e a 5ª no Brasil. O estudo PLATINO - Projeto Latinoamericano de Investigação em Obstrução Pulmonar revela que 87,5% dos casos em São Paulo não haviam sido diagnosticados antes da pesquisa e 83% destes não haviam recebido tratamento.
Atualmente, alguns estados têm programas para tratamento da DPOC, mas, estão, em sua maior parte, restritos a capitais e serviços de referência reduzidos em número e que, portanto, ainda mantêm a maioria de doentes sem tratamento.
Alguns medicamentos inalatórios para o tratamento desses pacientes são considerados excepcionais ou de alto custo e, por isso, seria necessário um protocolo nacional de diretrizes terapêuticas para o tratamento da DPOC, com os medicamentos apropriados inseridos na lista dos financiados pelo Ministério da Saúde. R.Bianchi e colaboradores pneumologistas italianos estudaram a hipótese de realizar programas de reabilitação pulmonar para diminuir a intensidade da dispnéia induzida pelo exercício em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Foram estudados 49 pacientes equipado com um dispositivo portátil espiroergometria telemétrica durante o teste de andar 6 minutos antes e 4 semanas após um programa de exercícios. O volume corrente, freqüência respiratória, capacidade inspiratória, volume de reserva inspiratória (VRI) e intensidade de dispnéia foram avaliados por uma escala de Borg modificada a cada minuto durante o teste. Os autores concluem que os programas de reabilitação permitiram que os pacientes tolerassem uma quantidade maior de defeito ventilatório restritivo dinâmico, modificando a intensidade, mas não necessariamente a qualidade de dispnéia.
Fonte: Respiration.2010, Jan 5.